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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

“A Laurinha vai à escola”, diz ela feliz e contente | Especial Regresso às Aulas

13.08.18 | Vera Dias Pinheiro

regresso às aulas

 

Embora seja ainda tempo de férias para muitas famílias - para nós, por exemplo, que ainda temos uma semana de férias pela frente - a nossa cabeça começa a estar dividida e com o pensamento já no regresso às aulas. Na verdade, a maioria de nós sente que o ano começa agora e, por isso, há sempre alguma azáfama no regresso às rotinas e muito por causa do “Regresso às Aulas” que se respira por todo o lado.

 

E, por mais que os anos passem, não há como esquecer os meus tempos de escola e os últimos dias de férias que eram passados entre papelarias e livrarias à procura do material escolar. Eu era daquelas que queria ter logo tudo pronto no primeiro dia de aulas e vocês? E as horas que as nossas mães passavam a encadernar livros com mil cuidados para não ficar nem uma bolha de ar?! Será que quando chegar a minha vez serei igual?

 

Por enquanto ainda tenho mais um ano de pré-escola pela frente para o Vicente e o primeiro de creche para a Laura. E a verdade é que é com a mais nova que terei mais coisas para tratar. No entanto, como se trata de um recomeço, gosto sempre de fazer o meu trabalhinho de destralhe e de organização especialmente com as coisas deles. O grande objectivo é melhorar a cada ano evitando acumular tantas coisas e para me ajudar, este ano, comprei duas capas A3, nas quais irei guarda os trabalhos da escolha que eles vão trazendo ao longo do ano. Menos uma coisa que fica espalhada pela casa ou à qual nos afeiçoamos ou, então, que pode levar a uma tristeza caso sejamos apanhadas a deitar no lixo!!!

 

Depois, há algo que eu também já aprendi com o segundo filho. Ele imita 90% do tempo o irmão mais velho e que há uma grande parte da sua aprendizagem que é feita através do irmão. E, claro, o que o mais velho tem, o mais novo também quer! Há uma espécie síndrome qualquer em não querer ficar para trás e em não querer ser o mais novo da casa.

 

Deste modo, como o Vicente está na fase de aprender as letras e os números e de ter raciocínio logico, passa muito do seu tempo com os livros de actividades. Já pede um lápis de carvão, em vez do normal lápis de cor, já quer escrever com uma caneta e já quer ter cadernos para as suas coisas. Portanto, a Laura, por influência do irmão, passa muito tempo com ele de volta das pinturas, dos rabiscos e especialmente de tentar riscar as coisas do irmão.

 

Assim sendo, e aproveitando o entusiamo com a ida para a escola da Laura, resolvi, nestas semanas entre as nossas férias em que estamos por Lisboa, tratar já de algumas coisas. Por exemplo, comprar um estojo para cada um, um livro de actividades para cada um, muito material para colorir e afins e a tão desejada mochila (Patrulha Pata e Homem Aranha) para cada um levar os seus pertences para a escola.

 

regresso às aulas

regresso às aulas

 

Falta-me agora encomendar as etiquetas para identificar as coisas da Laura e comprar um Kimono novo para o Vicente. De resto, penso que podemos ir de férias descansados sem regressar já com a azafama de quem irá passar a última semana do mês a correr de um lado para outro.

 

regresso às aulas

 

regresso às aulas

 

No dia em que fui ao Jumbo tratar destas coisas, naturalmente que me perdi pelos corredores do regresso às aulas. Quem é que não arranja um pretexto para ter uma caneta nova ou um caderno para apontamentos?

 

Vá lá, assumam que, tal como eu, tem dentro de vós uma paixão por este tipo de coisas e que, nestes dias, quem é que “sem querer” não acaba por trazer alguma coisa desta secção consigo para si e não para os filhos? Humm?

 

Eu trouxe e vou já dizer-vos o que foi: um planner de família. Tem blocos, tem autocolantes para identificar coisas frequentes como as consultas e outros eventos das crianças, como as actividades extracurriculares e passeios. Por aqui, irá dar-nos muito jeito, uma vez que eu ainda sou uma pessoa que se organiza melhor em papel. Portanto, vai já para a nossa cozinha e para um local bem visível para todos.

 

 

Vão deixar de existir desculpas para dizer que “não sabia” ou que “não se lembraram”. Informação igual e acessível para todos é também um segredo para a harmonia familiar, sabiam? 😊

 

Entretanto, dou-vos uma pequena ajuda, mostrando-vos um pouco do que podem encontrar para o Regresso às Aulas do Jumbo.

 


Até lá, façam como eu e aproveitem o que resta das vossas férias e especialmente das férias deles!

 

 

 

*Este conteúdo é um exclusivo Jumbo.

Posso escapar-me às viagens de carro com crianças?

12.08.18 | Vera Dias Pinheiro

viagens de carro com crianças

 

Vou admitir que penso sempre nisso durante as viagens que fazemos de carro, embora isso nunca se sobreponha ao quanto eu gosto de passar tempo com eles quer em férias quer em fins-de-semana fora. Contudo, tanto o Vicente como a Laura – o Vicente já não felizmente – são crianças a quem dificilmente alguma coisa as acalma durante as viagens de carro. E inevitavelmente, eu, que vou no pendura, acabo por ter que aguentar tudo aquilo. Eu bem que me ofereço para conduzir, mas acho que o meu marido já topou que o melhor lugar é ali, ao volante. Afinal, não se pode distrair com nada….

 

Eu dava uma moedinha para me escapar às viagens de carros em família – prefiro andar de avião com eles, assim como assim, é mais agradável para mim porque de certa forma interagem mais connosco e isso acalma-os. Mesmo assim, digamos que, eu podia tratar de tudo o que diz respeito à viagem e à estadia - como aliás, faço – contudo, a seguir, eu podia gozar do direito de me teletransportar para o nosso destino e ficava lá à espera do resto da família.

 

As viagens de carro são daquelas experiências desgastantes e que, regra geral, é algo que se agrava quanto mais longa é a viagem. Não sei como é com vocês, mas aos meus filhos nada os entretem, aliás, a comida é aquilo que os entretém durante mais tempo. Estão sempre com fome! Por eles, era simples, eu ia sentada no espaço microscópico que existe entre ambas as cadeiras, a brincar sem parar a viagem toda.

 

E digo mais, é aquela experiência que até pode colocar em causa, mesmo que por momentos, o próprio espírito das férias. Pode arrasar com o bom humor e ser motivo de discussão entre marido e mulher!!!

 

Mas como não vou, a alternativa é ouvir “mãe” repetidamente e sem parar. E isso deixa-me desorientada, porque se não bastasse, ainda sou obrigada a virar-me para trás para acudir, contorcer-me para apanhar alguma coisa que caiu, revirar-me porque, afinal, foi cair num espaço minúsculo praticamente inacessível. Dou comida, dou água, limpo quando se sujam, dou a mão para não chorarem, peço que esperem um minuto, que tenham calma e sem sucesso. A verdade é que chego ao destino com a cabeça às voltas e com o estômago feito num oito. E quanto maior o mal-estar, menor a paciência.

 

Todavia, o mais engraçado é que me lembro de ser criança e de fazer exactamente as mesmas coisas. Lembro-me de perguntar mil vezes se estávamos a chegar, lembro-me de ficar com vontade de fazer xixi mal começávamos a viagem, lembro-me de arranjar sarilhos com a minha Irmã e dos mais pais se passarem connosco. Lembro-me inclusivamente de nós proibirem de falar, só podíamos respirar!

 

Lembro-me de tudo!!!! A partir de agora, começo a recordar-me de tudo e é isso que, ao mesmo tempo, me faz sempre ter alguma paciência e compreensão extras. Mas foram os meus pais que me ensinaram isso. Na altura eu não pensava assim.

 

Começo a entrar na fase em que olho para os meus pais e percebo como é que me educaram de determinada maneira, como é que me ensinaram a ter determinadas atitudes. Começo a perceber a importância de dizer “não”, o porquê de não se ceder a todas as exigências dos filhos, o porquê de se preferível que sejam eles a chorar (e agora) do que os pais (e mais tarde), o porquê de não nos esquecer que por muito que queiramos ser amigos dos nossos filhos tal não nos pode fazer esquecer de que, acima de tudo, somo pai e mãe e que temos um importante dever de educar.

 

Percebo tudo com muita clareza e só desejo que os meus filhos não percam a capacidade e o à vontade de falar com os pais independentemente de qualquer coisa! Isso garantirá sempre alguma proximidade entre nós, quer seja por vez mais próxima e outras vez mais afastada.

 

Quanto às viagens de carro, só me resta mesmo fazer o reset da última para estar preparada para a próxima! Ainda temos férias pela frente e quem sabe não volto a ter a sorte de fazer “jackpot” e ambos adormeçam durante praticamente a viagem toda. Isso é que era de valor! Não concordam?

 

Boa noite!

Felizes por nos termos cruzado com a Caminhos Cruzados

09.08.18 | Vera Dias Pinheiro

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Na quinta-feira passada, viajámos para norte, mais concretamente para as Beiras, região de Nelas. O convite partiu da Caminhos Cruzados, um projecto de Enoturismo situado na Quinta da Teixuga no Dão. Não era a nossa primeira viagem deste género, portanto achava eu que sabia exactamente ao que ia. 

 

No Instagram, após a nossa visita, escrevia assim: “felizes por nos termos cruzado com a Caminhos Cruzados, um exemplo de inovação, juventude e tradição combinados de forma irreverente”. E ainda hoje, passados alguns dias, continuo a achar que esta é a melhor forma de descrever este projecto que se iniciou em 2012 e que teve em 2017 um marco muito importante com a inauguração da nova Adega na Quinta da Teixuga. O edifício é um projecto arrojado que resulta da vontade em recriar o logótipo da marca que acabou por resultar muito bem nesta associação da tradição com o moderno. Existe uma identidade, mas existe também o conforto e a história, tendo este projeto sido justamente apelidado de "O novo Dão", pela combinação destas realidades.

 

A Caminhos Cruzados são toda uma experiência para quem os visita, uma experiência de Enoturismo evidentemente. O vinho (de seu nome Titular) foi também uma agradável surpresa e, por fim, quem diria que miúdos tão pequenos, com as idades do Vicente e da Laura, iam adorar este programa?

 

 

Ali tivemos a prova de que o vinho não é apenas um tema que interessa aos adultos, e que existem muitas formas de o dar a conhecer a todos os públicos, incluindo aos mais pequenos. Para mim, haverá sempre a parte da diversão que são as vindimas e que, em pequena, cheguei a fazer. Porém, e para além disso, o vinho é muito mais do que palato, é sensações e aromas… verdade?

Portanto, na chegada à Quinta da Teixuga, uma das primeiras coisas que fizemos foi conhecer todo o espaço, deste a parte do fabrico, à da conservação, ao produto final, sem esquecer a matéria prima naturalmente. Para nos acompanhar e explicar tudo, tivemos a Sofia Mesquita, uma das enólogas da Quinta, que foi incansável em tudo, especialmente na paciência para a impaciência das minhas crianças. Teve o jeito e a compreensão necessários para que tudo corresse bem (obrigada!!!). De seguida, a Sofia tinha preparado algumas actividades para nós e que, no fundo, são o reflexo de algumas das experiências que qualquer visitante da Quinta pode usufruir numa visita. E que agora, eu posso garantir que valem muito a pena.  

 

 

1ª Experiência:

“Prova cega” descobrir os aromas do vinho

Neste primeiro “jogo”, vamos chamar-lhe assim, o objectivo era identificar qual o aroma em causa numa vasta lista de nomes disponíveis, inspirado (literalmente) no Le Nez du Vin.  Os aromas encontram-se divididos em diferentes categorias: aromas de frutas, aromas florais, aromas de plantas, aromas animais e aromas torrados, permitindo ao "jogador" reconhecer um grande número de aromas diferentes dos seus  vinhos favoritos. E devo dizer que quem brilhou aqui foi o menino Vicente. Sim, senhora. Surpreendeu-nos a todos ao acertar, sem qualquer tipo de ajuda, em vários aromas, alguns supostamente pouco familiares para ele, como o mel, o ananás e o torrado.

 

Caminhos Cruzados, Enoturismo

Caminhos Cruzados, Enoturismo

Caminhos Cruzados, Enoturismo

 

2ª Experiência:

Fazer o nosso próprio vinho

Este foi o jogo do qual eu mais gostei. Envolvia provetas, pipetas, medidas e coisas do genéro. Deu para me sentir um pouco enóloga e passar para o lado de lá.  

No caso, era-nos dado a experimentar três castas de vinho diferentes (Alfrocheiro, Touriga e Jaen) as quais iríamos descrever. Posteriormente, o objectivo era misturar aquelas três castas, de acordo com a nossa preferência, com percentagens de cada uma definida por nós, que iriam resultar num Blend.

No final, o Blend mais apreciado por todos é engarrafado com a nossa assinatura e vem como recordação. Uma bela garrafa para uma ocasião especial.

 

E eu estava super Orgulhosa do meu vinho, porque foi o eleito!!!

 

 

3ª Experiência:

Pedipaper na vinha

Com várias pistas espalhadas em vários locais da vinha, o objectivo era ir descobrindo um pouco mais da história e outras curiosidades acerca da Caminhos Cruzados e do vinho. Além de nos permitir descobrir algumas particularidades dos vinhos e castas existentes na Quinta, ainda nos diverte ao ter de encontrar as caixas e acertar nas respostas certas, testando o nosso conhecimento de aspirantes a enólogos.. 

 

Caminhos Cruzados, Enoturismo

 

Como referi inicialmente, esta não foi a nossa primeira experiência do género. Mas foi, seguramente, uma experiência única pelo caráter forte deste projeto, pela beleza da Adega da Teixuga e seu projeto arquitetónico, mas também - e fundamentalmente - pelo carisma e pela identidade muito próprios e muito vincados de tudo o que ali se faz, o que se reflete na qualidade dos vinhos, em toda a sua diversidade.

 

O Dão é uma região vasta e rica neste capítulo, contudo a Adega da Teixuga  e a Caminhos Cruzados ocupam já um lugar muito importante nessa riqueza.  

 

Fica aqui a nossa experiência contada na primeira pessoa e a sugestão para uma ida às Beiras! 

 

Como são os nossos dias de verão "concentrados" na diversão deles

08.08.18 | Vera Dias Pinheiro

sumos concentrados sunquick

 

Ter filhos inevitavelmente faz me pensar muitas vezes na minha infância, recuar no tempo e pensar como era comigo. Felizmente, fui uma criança com uma infância feliz. Não tive nada de extraordinário, mas tive liberdade. Liberdade para, por exemplo, andar de bicicleta, correr e saltar, para fazer muitos jogos de rua, experimentar os carrinhos de rolamentos e até tomar banhos no tanque na nossa vizinha com os seus filhos. As férias de verão eram motivo de grande animação, porque tínhamos tempo, espaço e liberdade para fazer tudo aquilo que durante o período de aulas não conseguíamos. Foi assim que cresci e hoje em dia, como mãe, debato-me muito com isso.

 

Sinto que a vida nos obriga a privar os nossos filhos dos seus tempos livres. Sinto que a maioria das escolas não dispõe do espaço e do ar livre que as crianças precisam, sinto que passam demasiado tempo fechadas, em actividades de sala, quando a parte motora e física é também de extrema importância para o seu desenvolvimento. Sem mencionar que tudo isto leva a que as crianças vivam num ambiente superprotegido e controlado. Sem arriscar, sem passar por aquilo que é normal as crianças passarem, mesmo as coisas mais arriscadas e que deixam os pais aterrorizados por pensar nas consequências.

 

Contudo, faz tudo parte do processo de criação da sua autoconfiança e de autonomia e isso é fundamental que seja cultivado o mais cedo possível – para que, mais tarde, sejam adultos equilibrados. Felizmente, esta parte da actividade física está muito presente e tem um peso bastante importante na minha vida. E tanto assim é que tento incutir neles o bichinho pelo movimento, mas também por valorizar muito mais o ir para a rua ao invés de ficar a ver televisão ou com o Ipad.

 

Por isso, em períodos de ferias ou de fins-de-semana alargados, só existe uma regra: não há televisão nem Ipad. Levam tudo o que precisam para brincar na rua e procuramos locais que possibilitem o contacto com a natureza e a descoberta. Tento ao máximo que saiam debaixo da minha asa e percebam o tanto que há para fazer sem, na verdade, precisarem de nada em concreto.

 

E assim foi, num dos nossos últimos fins-de-semana fora, tivemos o S. Pedro do nosso lado e um local fantástico que vinha ao encontro de tudo aquilo que valorizamos. Tínhamos uma casinha pequenina com um jardim, a porta aberta, precisamente para os incentivar a ir para a rua e uma mochila apenas com um disco voador, uma corda para saltar, uma bola e alguns livros. Só isto!

 

Nestas alturas, gosto de lhes dar a palavra, gosto que eles se sintam incluídos nas escolhas que fazemos e nos programas em família. Pergunto sempre o que querem comer, dou-lhe liberdade de escolha e procuro mesmo que saiam fora da rotina deles. Por isso, é que há sempre uns mimos extra que não fazem parto do dia-a-dia precisamente para terem o tal gostinho da novidade e de ser exclusivo. É importante que sintam que há momentos em que as regras não são tão rígidas.

 

Aproveitamos que tínhamos a nossa casinha e levamos algumas coisas já connosco, a pensar na mesa do pequeno pátio que íamos usar para lanchar! Levei inclusivamente os novos concentrados da Sunquick com menos 30% de açúcar, porque sabia que eles iam adorar a surpresa. As garrafas mais compactas são fáceis de transportar e são uma aposta segura para um bom refresco de verão. E assim foi.

 

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Estava calor e eu queria todos fora de casa o máximo de tempo possível. Como já sabem preparar o sumo Sunquick, o nosso parceiro de sempre, fiz questão de levar dois sabores diferentes, Tropical e Frutos do Bosque, para precisamente fazerem a sua escolha. Era o momento deles, puseram a mesa, saborearam umas bolachinhas e dividiram o sumo entre eles.

 

Quem levou a melhor desta vez foi a Laura que escolheu o sabor Frutos do Bosque, eu já tinha água fresca a pensar em tudo isto, e foi tudo quanto bastou para soltar neles estas expressões que podem ver pelas fotografias.

 

 

 

Sou completamente defensora de uma educação sem aprisionar e sem inibir as crianças. É preciso dar-lhes espaço para que desenvolvam a sua personalidade, é preciso pisar o risco, é preciso adrenalina e é preciso terem momentos para desfrutar de coisas que podem ser tão banais como um sumo, mas que para elas tem todo um significado muito mais especial.

 

Sai fora da rotina! É algo que lhes dá prazer e que faz sentir que são importantes e que os seus desejos também podem ser ordens!

 

E com isso, vem tudo aquilo que já falei: a partilha, aprender a fazer algo em conjunto, vêm as risadas e uma enorme felicidade. Enorme e genuína. E, no final, toda a família fica a ganhar. Os pais não podem ter receio das férias e do imenso tempo livre que terão com os filhos. As crianças precisam de ser estimuladas, precisam de explorar a criatividade e para isso bastam momentos tão simples e genuínos quanto este que passamos. Até hoje o Vicente me diz que adorou aquelas “férias” e eu não tenho dúvidas! Momentos assim, em família, pedem Sunquick!

 

sumos concentrados sunquick

 

 

*Este conteúdo foi escrito em parceria com a Sunquick.

Sobre a vacina da BCG que a Laura levou | Esclarecimentos!

07.08.18 | Vera Dias Pinheiro

vacina da BCG

 

O facto de ter partilhado nos Instastories que estava com a Laura no Centro de Saúde para levar a vacina da BCG levantou de imediato várias perguntas. É compreensível porque acredito que todos nós, cujos filhos não levaram esta vacina logo à nascença, não percebemos muito bem o porquê de, entre o facto de estar esgotada, passar a estar fora do Plano Nacional de Vacinação e sem qualquer opção de escolha da nossa parte.

 

Portanto, conto-vos aquilo que aconteceu. Inesperadamente fui contactada pelo nosso Centro de Saúde dizendo que, a zona de residência abrangia os requisitos para que se fosse administrada a BCG e, nesse sentido, queriam saber se eu estava interessada em que a Laura fosse vacinada. Naturalmente, eu disse logo que sim e sem pensar duas vezes.

 

Fizeram logo naquele momento as marcações e, como a Laura tem mais de 12 meses, teve que fazer a prova tuberculina num dia e, dois dias depois, voltamos para administrar a vacina. E foi neste segundo dia que aproveitei para fazer algumas perguntas ao enfermeiro acerca desta iniciativa até para vos poder dizer algo de mais concreto.

 

Sendo assim, segundo me foi explicado:

  • Esta é uma iniciativa de cada Centro de Saúde e de acordo com o maior ou menor grau de risco de, naquela zona (geográfica), se contrair tuberculose. E isto tem muito a ver com o facto de ser ou não uma zona de grande emigração, com grande heterogeneidade cultural com um elevado número de pessoas provenientes de países em que esta doença apresenta um elevado índice.
  • A vacina foi retirada do Plano Nacional de Saúde por dois motivos: por um lado, a vacina que estava a ser administrada não estava a ter a eficácia desejada e, por outro, porque a média nacional do nosso país é bastante inferior ao mínimo definido.
  • Contudo, localmente, existem zonas de maior risco e cujos requisitos foram designados pela Organização Mundial de Saúde e daí alguns Centros de Saúde estarem com esta iniciativa.
  • Para além de razões familiares, como casos de tuberculose na família, de toxicodependência, de alcoolismo, entre outros e que fazem com que a criança continue a ser vacinada logo à nascença. Existem depois as questões de nacionalidade, raízes ou ligação com países em que o índice da doença é elevado, nesses casos também é vacinada.

 

Claro que isto continua a ser tudo ambíguo, tendo partido maioritariamente do bom senso destas unidades de saúde. Uma criança pode não residir numa zona de risco, contudo pode frequentar a escola ou ter contacto com pessoas de uma dessas zonas. É uma atitude que protege algumas crianças e que pode fazer com que outras se sintam “descriminadas”. No entanto, e como se trata de uma iniciativa que diz respeito a cada Centro de Saúde o que poderão fazer é entrar em contacto com o vosso e perceber se é algo em consideração.

 

Percebi ainda que é algo extra ao trabalho normal, uma responsabilidade dos profissionais de saúde que decidiram chamar todas as crianças e não apenas aquelas até um ano de idade. Por exemplo, fiquei a saber que na Amadora estão a vacinar todas as crianças à nascença, todavia só estão a contactar aqueles até um ano de idade. Já na zona do Parque das Nações tal não irá acontecer, uma vez que não se tratar de uma zona de risco.

 

Ainda assim, se considerarem que a vossa família se inclui em algum factor de risco, qualquer um deles, por qualquer motivo pode pedir para que seja administrada a vacina da BCG. Por exemplo, se o vosso filho estiver em contacto com uma pessoa ou tiver uma babysitter que seja proveniente de um país com elevado índice de Tuberculose isso já é suficiente para pediram para vacinar o vosso filho.

 

Espero ter ajudado a esclarecer as vossas dúvidas com este post e reforço que isto são informações que me foram dadas no próprio Centro de Saúde, pelo enfermeiro.

 

 

Os nossos primeiros dias de férias... foram férias de verdade!

06.08.18 | Vera Dias Pinheiro

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Terminados os primeiros dias de descanso e chegados do primeiro destino de férias, estamos prontos para o resto da temporada de verão. Ficamos alojados nas Casas do Lupo e foi das raras vezes em que, em família, nós sentimos que conseguimos descansar. Não só foi ideal para contrabalançar com o “full time job” que é a maternidade, como também, foi a primeira que me permiti férias a sério. Está foi a primeira vez que o blog esteve realmente parado durante um período como este. Foi a primeira vez em que decidi dar-me descanso a mim e a vocês, já que vos deixei sem qualquer conteúdo durante quatro dias. 

 

E não foi por falta de assunto ou mesmo do que escrever, foi uma decisão em consciência, mesmo sabendo que trabalhando nesta área é um risco elevado este. Podia arranjar uma desculpa e dizer que foi do calor, mas nem foi isso. Fui mesmo eu que quis parar tudo! Quis voltar a ter a sensação do que são férias e de não fazer nada! 

 

Já não sabia o que era não os sacrificar a eles (e a mim), com o tempo que preciso para me sentar e escrever. Ainda assim, senti várias vezes a pressão para ligar o computador, senti que estava a ser preguiçosa e que, nas sestas, eu podia trabalhar. Mas ou aproveitava para dormir a sesta, ou ia para a piscina ou estive simplesmente sem fazer nada. E soube me pela vida. E das poucas vezes que tentei fazer alguma coisa, a falta de rede ajudava-me a mudar de ideias rapidamente.

 

Como disse acima, partimos com destino às Casas do Lupo. Já conhecia sem, porém, nunca ter estado e tinha muita curiosidade. Eu só não sabia que ia gostar tanto e que me iria identificar tanto com o local e a própria região.

 

A acusar a pressão de uma cidade cada vez mais voltada para o turismo, com trânsito a todas as horas, com falta de tempo para tudo e uma sensação de correria constante, ter chegado à freguesia da Lapa do Lobo foi cortar de imediato com tudo isso. Foi encontrar a paz e o sossego personificado em forma de lugar. E foi tão bom. Tão bom que até parecia mal se interrompesse aqueles momentos ligando o computador e conectando-me de volta ao stress do qual queria fugir.

 

Percebem? Não percebem?

 

Nem nas férias nos permitimos parar, fugir da confusão. Durante as férias mudam os lugares, as roupas e as rotinas, porém continuamos inseridos no meio do stress e da correria. Temos que programar os dias e as horas e os locais onde vamos. Temos filas de gente e supermercados cheios. Trânsito e mais trânsito.

 

Durante estes dias não houve trânsito, não foi preciso reservar um restaurante e já nem me lembrava da última vez que tínhamos ido família a um Brunch precisamente por causa das filas e do tempo de espera. Esteve muito calor, sim, mas isso refugiou-nos no quarto, no fresco e passamos muito, muito tempo em família. Os miúdos deitaram-se mais tarde e acordaram um pouco mais tarde, abriram-se excepções na alimentação e brincaram mais com os pais. 

 

Abrimos algumas excepções mas comemos bem demais, comida de cozinha caseira, como se fosse feita em casa!

 

Irei falar-vos destes dias em pormenor porque se estão numa fase de procura por destinos mais calmos, que mantêm a tradição e a sua história, sem terem sido transformados pela modernidade e pelo turismo, vão gostar de conhecer as Casas do Lupo sem dúvida! Foi bom e foi perfeito para ir em família. E sobre a dinâmica nesta fase a quatro, também vos irei falar... adianto que foi intenso... muito intenso!

 

Obrigada por estarem desse lado e por compreenderam estas pausas, que de vez em quando são necessárias, como eu acho que compreenderão.

 

 

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Boa semana!

As minhas previsões para este mês de agosto. Sabem quais são?

01.08.18 | Vera Dias Pinheiro

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As previsões (dos astros, não as meteorológicas) são para um mês de agosto lento. Dizem (as previsões) que não vale a pena apressar projectos ou iniciar coisas novas, pois corro sérios riscos de ficar bastante frustrada pela ausência de resultados. Dizem ainda para aproveitar este período para reflectir no que foi feito ao longo do ano, fazer balanços e tirar as minhas conclusões. No fundo, querem-me dizer para pensar mais e agir menos.

Para mim, é basicamente a forma que o universo encontrou para me dizer para abrandar; para aproveitar as férias; para não levar tudo atrás de mim e deixar-me para segundo plano; e para não fazer das férias uma extensão do meu “escritório”. E, por outro lado, relaxar com os miúdos, permitindo-me (a mim) ter mais momentos de lazer.

Entre a maternidade e o início de uma carreira como freelancer, a trilhar caminhos nunca muito claros ou definidos, sinto que, em todos os momentos estou a trabalhar, que é esperado algo de mim e que, sem horários de trabalho, o outro lado da moeda é acabar por trabalhar mais horas. E eu tenho vindo a responder positivamente, sempre com a pressão em cima de mim de que, em vez de estar a descansar, deveria estar a adiantar qualquer coisa...

 

O universo diz-me agora para estar quieta e que, se for o caso, para aproveitar e tirar umas férias. E sabem? É mesmo o que vou fazer, mesmo que não tenha subsídio de férias para gozar, mesmo que não possa fechar realmente a “loja”, porém posso sempre fazer escolhas. Posso escolher entre o que é realmente importante e que não pode ser adiado e o que, pelo contrário, pode ser deixado para depois.

 

No final do ano de 2017 o universo deu-me uma grande lição e eu acho que estes sinais são a forma dele me reconfortar, dizendo que não há nada para fazer e para tirar umas férias. Não existe nada de urgente que não possa esperar.

 

Obrigada! Eu precisava mesmo deste mimo e precisava especialmente de paz de espírito e de tranquilidade para ser capaz de usufruir desta fase. 

 

É certo que podia insistir e escolher seguir em frente, desafiar o universo.... mas não. Eu vou aceitar aquilo que ele tem para me dar em cada fase da minha, quer o mais difícil, quer as recompensas. E porque não? Eu sei que somos privilegiados no tempo que vamos poder estar família, nos passeios que vamos fazer e os destinos que vamos descobrir, porquê não o aproveitar?! E nada disto significa que irei baixar os braços ou parar. Muito pelo contrário, irei preparar-me para recomeçar ainda com mais força e motivação. 

 

Entrego-me ao universo e acredito nele porque é graças a ele que a minha vida se transformou. Foi quando me resignei aos sinais e que aceitei que a minha vida iria ser feita com muitos desafios, aventuras e com muitas poucas certezas quanto ao dia de amanhã. Em contrapartida, contribui para que acreditasse mais em mim. Ajudou-me a descobrir que eu posso agir e que posso decidir sobre a minha própria vida. Desprendeu-me do mundo e tornou-me uma pessoa mais feliz.

 

E agora, vamos lá agosto! Está na hora de gozar as merecidas férias.