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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

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Porquê um peixe para animal de estimação? | Diário de um peixe #2

31.07.18 | Vera Dias Pinheiro

animal de estimação um peixe

E aquilo que, numa primeira impressão, nos parecia poder ser um pouco estranho e pouco nosso e que, de certa forma, nos poderia deixar sem saber muito bem até que ponto nos conseguiríamos afeiçoar… a um peixe. Com o passar do tempo – e foi pouco esse tempo – aquele canto da nossa casa onde decidimos colocar o nosso aquário já nos dá a impressão de ter estado sempre assim. E assim vai a nossa vida com o nosso aquário em casa.

 

Só para terem uma pequena ideia, eu já me levantei várias vezes, após me ter deitado, para me certificar que o nível da água estava bem. Já fiquei aflita porque pensava ter “perdido um peixe” e já me castiguei por me ter esquecido de lhes dar comida pela manhã. Enfim, viver com um aquário em casa não é assim tão indiferente quanto se possa pensar, mesmo que a interacção com os peixinhos seja reduzida. Afinal, eles fazem-nos companhia desde que vieram habitar cá para casa, essa é que é essa.

 

No entanto, algumas pessoas ficaram curiosas em saber o porquê de ter escolhido um peixe e não, por exemplo, um gato ou um cão, se a ideia era ter um animal de estimação. E perguntaram muito bem! Se querem saber, eu cresci rodeada de animais de estimação, gatos e cães sobretudo, mas também pássaros, um papagaio, hamsters e até um coelho albino… enfim, havia uma ligação forte aos animais e sempre tivemos um para nos fazer companhia. Talvez por ter vivido a minha infância em casa com espaço para tal.

 

animal de estimação um peixe

 

Com os meus filhos, a minha ideia inicial – aquela ideia mesmo antes de ter filhos - era a mesma. Mais cedo ou mais tarde, gostaria de arranjar um animal para se juntar à família. No entanto, não esperava que o meu “companheiro” para esta aventura, de seu nome família, tivesse grandes problemas com pelos dos animais em geral. Sim, basta ter pelo para se tornar mesmo impossível conviver por perto. E se é já difícil quando visitamos alguém com cães ou gatos, imaginem conviver diariamente com um em casa. E não! Eu não tenho intenções de usar essa arma como forma de tortura ou algo do género. Aliás, vocês sabem como é ter um homem ligeiramente doente em casa, imaginem com uma reação alérgica a um animal com pelo. Nada disso!!! Queremos homens muito saudáveis e felizes à nossa volta - ehehe!

 

Focando as minhas energias nas opções para um animal de estimação que não me pusesse o marido fora da casa, os peixes venceram por maioria! Contudo, se o plano em si era bom, toda a ideia em torno da sua curta esperança média de vida, o facto de ter o tradicional peixe laranja num aquário bola, sozinho, às voltas, também não era uma opção que me agradasse. Todavia, passar para o mundo da aquariofilia assusta-me um pouco, confesso. De certa forma, preciso sentir-me livre e não ter mais “uma responsabilidade” que me fosse privar do pouco tempo que eu tenho na minha vida atualmente.

 

E, de facto, nisso os peixes ganham aos pontos. Basicamente só precisam dos donos para lhes dar comida, duas vezes por dia, ver o nível da água diariamente e, uma vez por semana, fazer as mudas parciais de água. O que na verdade acaba por ser terapêutico. É, se não sabiam, também vos posso dizer que contemplar aquários pode reduzir os níveis de stress, diminuir a ansiedade e, inclusivamente, acalmar crianças mais agitadas.

Vejam só se estas características não se enquadram perfeitamente nas nossas necessidades do dia-a-dia?

 

Para além disso, se têm uma vida agitada, se andam sempre de um lado para o outro e se passam pouco tempo em casa, os peixinhos não se chateiam com isso e não vos obrigam a ir à rua passeá-los ou às idas frequentes ao veterinário.

 

No fundo, a escolha de um animal de estimação, como qualquer outro, deve ser tomada em consciência, com responsabilidade e à luz daquela que é a vossa vida e a vossa dinâmica. Qualquer animal, mesmo os peixinhos, acabam por requer alguma dedicação e cuidado, quanto a isso não há volta a dar. É mais um ser vivo que temos ao nosso encargo e, se a esperança média de vida de um peixe pode chegar aos três anos, não existe motivo algum para não resistirem passados poucos meses. Temos que nos informar e ter alguma afeição pelo animal que estamos a acolher em nossa casa. Verdade?

 

No nosso caso, não valia a pena contornar os factos e até mesmo o nosso “grau” de tempo e entrega para dedicar a um animal. Como tal, os peixinhos integraram-se perfeitamente na nossa família e, se querem saber, até já sabem quando é a hora de comer e até já conhecemos a personalidade de cada um deles.

 

Vejam a galeria de imagens:

 

 

Boa noite.

 

 

Podem ler ou reler como foi a chegada dos nossos peixinho neste post:

 

6 Brincadeiras de rua para fazer com os filhos

30.07.18 | Vera Dias Pinheiro

brincadeiras ao ar livre

 

E nem de propósito, após tantos avanços e recuos nos dias de sol e quentes de verão, parece que esta semana, pelo menos, podemos tirar partido de tudo o que esta estação do ano nos oferece. Portanto, se até já está de férias, considere que lhe saiu praticamente a sorte grande. O meu conselho é apenas um: divirta-se e aproveite ao máximo. Daqui a poucos dias seremos nós!

 

E havendo falta de ideias, ontem saiu um dos últimos artigos que escrevi para o Centro Comercial Alegro. E já agora, podem dar uma vista de olhos no novo site e, mais concretamente na parte que reúne os conteúdos dos bloggers "da casa" que ficou realmente bastante apelativo. Vá!!! Vão lá, do que é que estão à espera?! Nesse artigo, ia eu a dizer, reuni um conjunto de sugestões de actividades ao ar livre para fazerem com as crianças. Como já partilhei por aqui, para mim, férias são o pretexto ideal para dar liberdade às crianças, para lhes dar estímulos novos e experiências que habitualmente não têm por uma série de motivos... falta de tempo, nomeadamente. E o que importa não é tanto a quantidade de coisas que os pomos a fazer, mas sim a "qualidade" das mesmas por assim dizer. 

 

Nestas férias, por exemplo, vou contar-vos o que fizemos. Colocamos em "stand-by" tudo o que são as actividades habituais do Vicente e da Laura, que só irão retomar em setembro. O Vicente, por sua vez, escolheu aprender a andar de skate e, com isso, fomos explorando outros parques e espaços ao ar livre para ir. Regra geral, o porta-bagagens do carro está cheio de bolas, trotinetes, bicicletas, skate, cordas para saltar, disco voador e tudo mais que sirva de pretexto para brincar na rua. E é assim que se têm passado os dias até que agora o pai se junta a nós para pegarmos no carro e irmos descobrir outras paragens. 

 

E, na verdade, acho que é só isto que as crianças esperam de nós neste período mais longo de férias. Mais tempo com os pais, mais actividades com os pais, mais praia com os pais e se a isso conseguir juntar o elemento novidade, não terá que se preocupar com muito mais. Lembre-se, a complexidade só existe na cabeça de um adulto!

 

Portanto:

"(...) os nossos filhos já nasceram numa geração diferente, todos estes aparelhos já fazem parte do seu dia-a-dia, desde que nasceram e, muito por nossa culpa, tornam-se, desde muito cedo, o seu entretém. Com efeito, no artigo deste mês, o meu objectivo é o de reavivar a memória de todos os pais e mães, lembrando quais as actividades para crianças que, no nosso tempo, faziam de nós crianças super felizes, enérgicas e para quem brincar era sinónimo de brincadeiras de rua."

 

VAMOS LÁ, ENTÃO, REAVIVAR ALGUMAS DAS MELHORAS ACTIVIDADES AO AR LIVRE PARA CRIANÇAS:

 

JOGO DO QUENTE E FRIO

São preciso três jogadores no mínimo e um objecto qualquer fácil para esconder!

Como se joga: uma pessoa fecha os olhos e os outros ficam a esconder o objecto algures no local. O esconderijo é apenas conhecido dos que ficaram de olhos abertos, já quem se escondeu terá como tarefa procurar o objecto escondido. Enquanto o faz, os outros gritam "quente" ou a "ferver" quando está próximo do objecto ou "frio" e muito "frio" e também "gelado" quando se afasta.

 

 

 

E se tiverem outras ideais, já sabem que as vossas partilhas são muito bem recebidas!

Boa noite! 

 

É oficia: entramos em modo pré- férias! Vamos embora daqui!

29.07.18 | Vera Dias Pinheiro

as férias de verão

 

Estamos - finamente - de pazes feitas com a praia. Deixamos de ser aquela família amuada que mais parece estar sobre tortura nas poucas horas que passa no areal.

A areia deixou de fazer impressão nos pés, já há vontade em levar as mochilas dos brinquedos e ir para a beira mar. Já se molham, correm e jogam a bola na beira mar, de sorriso no rosto e felizes.
Estamos oficialmente de pré-férias e embora só tenhamos ido duas vezes a praia, foram as duas vezes que souberam melhor desde que fui mãe e passei a ir à praia com filhos. 

Já passamos férias sem sair da piscina e, nas vezes que íamos a praia, saímos a correr de lá. E e eu partilhei por aqui, muitas vezes, como me sentia infeliz e desanimada com isso. Adoro praia, mas mais do que isso, faz-lhes bem, faz-nos bem a vários níveis, até mesmo de saúde. 

No ano passado, obriguei-nos a passar uma semana só de praia e foi na praia da Dona Ana, em Lagos, que começamos a ver uma luzinha ao fundo do túnel. Na segunda semana de férias, lá tiveram a piscina e eu resignei-me. Não exigi mais praia a ninguém.

Este ano, já acordam em excitação por saberem que é dia de praia e eu nem imaginava ser possível ter uma filha a chamar por mim para ir para a água. A Laura já se sente muito mais à vontade do que o irmão alguma vez se sentiu com a idade dela. Mas o Vicente deu um pulo de emancipação e a relação que tem agora com a praia também é a prova disso.

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E hoje, que entramos oficialmente em pré-férias, tivemos um dia que nos lembrou já o nosso querido mês de agosto. O melhor
dia de praia que tivemos - dos dois dias no total... - os nossos amigos e os amigos dos nossos filhos, que fazem parte da nossa outra família do coração, todos juntos no areal, seguido de um almoço tardio de petiscos. Não houve horas para ninguém e as crianças com a liberdade para a qual as férias lhes conferem o direito, mas também fruto da idade que vão tendo.

Foi um dia em cheio e aproveitado tal como gostamos. Começou cedo e sem pressas. No final, todos felizes e ansiosos para o início das férias e vejam só que eu até já me sinto entusiasmada com o facto de ir fazer malas em breve. Mal vejo a hora!!!!

 

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Primeiro rumamos ao norte para um destino que eu estou há muito para
conhecer. Depois, regressamos a Lisboa quase apenas para desfazer e voltar a fazer as malas. O próximo destino será o MacDonald Monchique Resort & Spa, em Monchique, outro daqueles destinos na nossa lista e vejam as fotografias só as fotografias abaixo. E terminamos noutra zona do Algarve e, desta vez, com amigos.

 

 


Vai ser um agosto em pleno e com muitos destinos novos para descobrir. Somos quatro e quatro pessoas a sério que interagem entre si, que fazem companhia uns aos outros e que se completam. 

Nota-se muito que estou ansiosa pelo início das nossas férias?!!! 

Boa noite!

O significado da minha última tatuagem

27.07.18 | Vera Dias Pinheiro

O significado da minha tatuagem

 

Aqui há algum tempo, não muito, atrás partilhei nas redes sociais um pequeno vídeo do momento em que estava a fazer uma tatuagem. Vocês ficaram curiosos por saber o que tinha feito, muitos de vós perguntaram acerca da dor - porque é talvez o factor mais inibidora para alguns - também perguntaram onde tinha feito, etc... Por isso, decidi satisfazer a vossa curiosidade e também falar um pouco sobre este tema com vocês.

 

 

 

Esta não foi a minha primeira tatuagem, aliás, é a quarta - há quem diga que devem ser sempre em número impar. Contudo, eu, pelo menos, quero (e vou) fazer mais duas e já vão perceber porquê. Quando fiz a minha primeira tatuagem, digamos que foi assim uma reacção de emancipação e, ao mesmo tempo, de um pouco de rebeldia. O meu pai foi sempre contra isto das tatuagens e dos piercings, era mesmo contra ao ponto mesmo de nos proibir de o fazer - a mim e à minha irmã. E eu deixei-me estar até sentir que era o momento certo, aquele em que, embora ele continuasse a não aprovar, estava feito e, de certa forma, tinha que respeitar. Já andava na faculdade, mas não me lembro ao certo com que idade a fiz. 

A primeira tatuagem é aquela que basicamente eu me esqueço de que ela existe. Lá para o fundo das costas e mais de lado, tenho uma borboleta que, naquela altura, significava as minhas "asas para voar". Nunca me arrependi, nunca pensei em mudar, nada! Está ali sossegadinha e são os outros que reparam mais nela do que eu. As seguintes vieram só muito mais tarde. Já era mãe e já tinha regressado de Bruxelas.

O Vicente tinha dois anos e meio quando, ao passar em frente de conhecida loja de tatuagens, entrei, perguntei e fiz na hora! Basicamente é esta a história de todas elas. É que, se fosse para casa pensar, eu sei que ia começar a ponderar e, consequentemente, a adiar. Como sabia exatamente o que queria, não havia porque adiar! Nessa tarde, fiquei com a data de nascimento do Vicente tatuada abaixo da linha do sutiã assim de lado, estão a ver?! E um pequeno coração no lado de dentro do pulso. 

Entretanto, fui mãe pela segunda vez e ainda não tatuei a data de nascimento da Laura. Lá chegaremos, mas ainda não sei bem de que forma a vou incluir por aqui. E tanto assim foi que a vontade de fazer a quarta tatuagem surgiu quando o Vicente escreveu pela primeira vez o nome dele. Com as imperfeições normais de quem está a aprender a escrever, mas com muito amor naquele coração que ele me ofereceu e no qual tinha escrito, de um lado, mãe e, do outro, Vicente. Estava ali o motivo que me levaria novamente a tatuar o meu corpo. 

Sim, é mesmo isso. Decalcamos no meu pulso aquelas letras, algumas tortas, outras ao contrário, escritas pela primeira vez pelo Vicente. Sem qualquer correcção, sem qualquer alteração, tatuamos “Vicente” tal e qual ele o escreveu pela primeira vez. E cá está ela e sei que não me irei arrepender desta, nem de qualquer outra. 

significado da minha tatuagem

Para o Vicente a reacção é engraçada, porque agora sim ele tem consciência do que significam e que, de alguma forma, demonstra o quão importante ele é para mim. Partilha orgulhoso com os amigos e com os nossos amigos que a mãe escreveu Vicente com as letras dele… Se calhar, na adolescência, vai achar que a mãe é uma bimba ou, então, vai servir-se disso para me pedir para fazer tatuagens… Nunca se sabe o que o futuro nos reserva, não é verdade?

A minha relação com as tatuagens é simples, eu gosto! Não penso muito na naquela coisa do “então, e como será quando fores velhinha?!” Sei lá, não penso muito nisso. Nessa altura, quem não nos diz que remover uma tatuagem não será tão fácil quanto fazer unhas de gel, por exemplo?!

Para além disso, todas elas me dizem muito, como devem imaginar. Representam os marcos mais importantes da minha vida, os quais eu não vou querer apagar. Nenhuma foi fruto de um devaneio, como por exemplo, tatuar o nome de um ex-namorado. Para além disso, nenhuma está constantemente no meu campo de visão, nenhuma está sempre visível. Talvez o coração, mas é tão subtil que não me cansa, por assim dizer. 

Em relação à dor, nunca foi algo que me impedisse ou que me fizesse pensar duas vezes e, como a primeira correu bem e praticamente sem dor, fui cheia de moral para as seguintes. Mas se quiserem saber mesmo, mesmo, qual me doeu mais, foram as da zona do pulso. Todas foram feitas em diferentes locais e nunca tive problemas de cicatrização. Correu sempre tudo bem. 

Dirão que esta não seria a altura ideal para fazer uma tatuagem e bem, mas com este verão tão atípica e com dois filhos pequenos, é bastante fácil seguir todas as recomendações de cicatrização. 

 

E, pronto, se tiverem mais alguma questão, é só deixarem nos comentários para que eu posso responder depois!

Boa noite.

 

Onde comer em família: Restaurante Pizzaria Forneria

26.07.18 | Vera Dias Pinheiro

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Há alguns dias atrás, tivemos uma agradável surpresa com um restaurante italiano que me era totalmente desconhecido. Chama-se Forneria e fica situado na zona mais a norte da Expo, em Lisboa, e fomos simpaticamente convidados a conhecer o espaço e a nova ementa.

A cozinha italiana não tem propiamente segredos. Gostamos muito, aliás, miúdos incluídos, depois da última viagem a Itália. Porém, se me perguntarem qual o restaurante italiano em Lisboa que mais gosto, eu não tenho propriamente um que se destaque. Gosto de vários, mas nenhum me impressionou assim verdadeiramente. 

 

Para além disso, encontrar um restaurante para ter uma refeição em família não é tão simples quanto possa parecer. Nem todos se adequam, pelo menos às idades dos meus filhos. Há sempre muita confusão, não param quietos, não comem de tudo e naturalmente que precisam de espaço. Por isso, no dia-a-dia, quando temos que tomar uma decisão no momento e prática, não existem assim tantas opções.

 

Em primeiro lugar, temos que excluir todos aqueles que nos obrigam a ficar horas numa fila de espera e aqueles que não aceitam reservas. Depois, não esquecer dos que, embora não tenham escrito em lado algum que as crianças não são bem-vindas, no momento, sentimo-nos sempre olhados de lado e com medo da primeira vez que um talher cair ao chão. E, por fim, tem que se adequar às preferências gastronómicas e que, sendo a única opção o menu infantil, ele não se resuma a nuggets, hamburgers ou douradinhos! 

Posto isto, e não vos querendo assustar se ainda não têm filhos, se pensam que ter uma refeição em família fora de casa é super fácil...hummm não é bem assim. É preciso espaço, um ambiente descontraído e verdadeiramente kids-friendly. E eu recuso-me a ter como opção, estritamente para esse fim, um shopping!

E foi a pensar em tudo isto que, depois daquele almoço do Forneria, senti ser merecido partilhar com vocês. Afinal, com este convite, o que é certo é que ganharam, pelo menos, mais quatro clientes. O espaço em si é acolhedor, talvez mais ainda por se situar numa zona mais residencial e por ser frequentado por famílias, fugindo um pouco ao registo turístico tão massificado na cidade de Lisboa onde quer que se vá. O facto de a cozinha ser aberta para a sala e de podermos assistir a cada etapa de preparação das pizzas pelos Pizzaiolos é agradável para nós, pois torna tudo familiar e motivo de curiosidade para os mais pequenos. O staff em si acompanha o registo, porque é extremamente atencioso, disponível e capaz de dar sugestões pertinentes para quem estiver com mais dúvidas em relação à ementa. 

 

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E, por falar em ementa, tendo experimentado um pouco de tudo, desde as entradas, a um risotto e ainda uma pizza, sinto-me capaz de dizer que ser surpreendidos por uma cozinha de excelência na forma de confecção. Para além disso, não se esqueçam que levei dois pequenos “críticos de culinária” que se não gostarem de alguma coisa, dizem na hora.

 

A massa da pizza tem a espessura ideal, fina e deliciosa e, pelo que sei, o segredo é manterem-se fiéis à receita tradicional e verdadeira da pizza italiana. O risoto de abóbora e espargos foi, para mim, a verdadeira surpresa, porque sou muito mais de pizzas. Mas foi óptimo e se disser que, olhei para os pratos e pensei “como é que iria comer aquilo tudo?”, no final, não sobrou nada para contar história.

 

Para as crianças, que comeram uma Pizza Margeritha, tiveram ainda direito a um pouco de massa da verdadeira pizza, cada um, para se entreterem. Foi, de facto, um almoço em família fora de casa, como se deseja. E a Laura e o Vicente ao seu primeiro cocktail, sem álcool, é claro!

 

Outras fotografias para ver na galeria:

 

 

Se ainda não foram de férias e estão por Lisboa, reservem uma mesa no Forneria e depois digam-me se tenho, ou não, razão. Combinado?

 

Boa noite!

Esta coisa de acharmos que são só os filhos dos outros

25.07.18 | Vera Dias Pinheiro

os filhos dos outros 

Eu tenho dois filhos e ambos completamente diferentes um do outro. No fundo, completam-se e isso é maravilhoso – e o mais importante. Acho também que isso pode contribuir para uma maior união e intimidade entre os dois e isso, tranquiliza-me. Tranquiliza-me saber que se têm um ao outro e que se tiverem juízo, não irão permitir que futilidades ou besteiras se intrometam na sua relação e no sentimento que têm um pelo outro. 

 

Mas os dois são bastantes diferentes tanto ao nível da personalidade como das atitudes e temperamento e o mais engraçado é que a mãe e o pai são os mesmos. E, posto isso, a edução e os princípios que tentamos incutir e passar aos dois são igualmente os mesmos, não se alteraram entre um filho e outro. E isto serve para vos dizer que “nunca digas nunca”. Não existem verdades absolutas para nada e a maternidade não é excepção. Ter toda uma moral para dizer que um filho nosso jamais fará alguma coisa ou criticar o filho alheio por uma determinada atitudes, alegando que se fossem vossos filhos, é só abrir um precedente para, mais cedo ou mais tarde, poderem ter uma grande desilusão.

 

Na reunião que tive com aquela que será a educadora da Laura, dei por mim a dar uma série de recomendações sobre a Laura que, embora não me deixassem feliz, também não posso passar-me um atestado de má mãe. Não há nada que tenha feito de errado com ela e que não tenha feito com o Vicente e vice-versa. Mas a verdade, é que, na roda da sorte dos filhos, há segunda, calhou-me a criança com instinto para se defender sem qualquer pudor. É aquele tipo de criança que não se deixa ficar e que luta até ao fim por algo que é seu, mas que também não se fica atras na disputa por algo que queira.

 

Lembro-me bem de estar com uma amiga, num banco do Parc Royal, em Bruxelas, ambas mães de primeira viagem, eu que ia continuar com o Vicente em casa e ela prestes a deixar o seu, pela primeira vez, na creche. Um dos temas da nossa conversa, naquela tarde, foi precisamente “o que preferias, que o teu filho fosse mordido ou que fosse aquele que desse a mordidela?”

 

Hoje, anos mais tarde e com um segundo filho, acho que a questão não deverá ser debatida desta forma, porque idealmente todas nós queremos filhos que se saibam defender – embora sem recorrer naturalmente a este tipo de comportamentos. Contudo, não posso negligenciar, à partida, uma criança que morde outra, sem, pelo menos, olhar de forma mais abrangente para a situação. E, acredito, que, para a grande maioria, seja tão simplesmente uma maneira de se defenderem. Com a Laura é assim. Ela não é uma menina com um instinto mau. É, por contrapartida, uma menina de personalidade forte e com a certeza daquilo que quer e não quer. E isto, é algo que aprecio bastante nela.

 

Não gosto que morda, é um facto. Todavia, durante anos, andei a fazer o trabalho oposto com o irmão. O de o incentivar a ser mais atrevido, de não se deixar sempre ficar para segundo plano, o de não ceder… e nisso, temos todos que agradecer à Laura, porque foi um incentivo positivo para trabalhar estes aspectos da sua personalidade. Aprendeu a defender-se em casa, quando foi forçado a defender o seu espaço e as suas coisas.

 

Todos nós, pais, sabemos aquilo que queremos dos (e para os) nossos filhos, mas devemos ter a humildade suficiente para reconhecer que eles não irão obedecer sempre ao padrão ideal. Não vão crescer numa linha recta, não aprendem as coisas da forma que nós mais desejaríamos e, sim, teremos que aprender a lidar também com as situações de que menos gostamos e com alguns dos comportamentos que mais reprovamos.

 

Haverá algures um equilíbrio. Um equilíbrio entre aquilo que eles são e aquela que é a sua personalidade e aquilo que nós, enquanto educadores, conseguimos incutir-lhes, passar-lhes e exigir deles.

 

E aqui, eu reconheço que sou uma mãe bastante dura nas regras, mas, acima de tudo, na consistência e coerência. E, ultimamente, tenho trabalhado muito a minha capacidade de diálogo especialmente com o Vicente e a da causa-consequência com a Laura. Às vezes, apetece simplesmente carregar na pausa, outras pergunto-me se falo chinês e o porquê de ser tão complicado que percebam o que digo ou que façam o que peço. Mas rapidamente, olho para eles e fixo-os no meu olhar e aquilo que vejo são duas crianças pequenas. São crianças que, entre o dever de terem regras, têm o direito a serem crianças. São dois seres humanos que, na maioria das vezes, só precisam que lhes dediquemos tempo e muita paciência.

 

Jamais serei capaz de “castigar” a minha filha por não gostar de certas reacções e não irei, de forma alguma, fazer disso o seu cartão de visita. Mas é uma realidade, que nasceu com ela, ao ponto de não depender exclusivamente de mim mudar de um dia para o outro. Recuso-me a bater ou a responder na mesma moeda, portanto, espero que esta fase passe e que continue a ser trabalhada e, a partir de setembro, com a ajuda da escola.

 

Portanto, a mensagem que quero deixar é simples. É uma mensagem de não julgar o outro em momento algum e sem sequer fazermos um esforço para nos colocarmos no seu lugar. E se fosse connosco, como seria? Qual seria a nossa reacção? De que forma reagíramos? E será que iríamos ficar felizes por ouvir determinado comentários?

 

Não são estes comportamentos que definem a minha filha e não são esses que quero evidenciar e isso é mais do que uma certeza, é uma certeza absoluta!

 

Boa noite!

Será que: casa nova significa vida nova? | Bem-vindos!

23.07.18 | Vera Dias Pinheiro

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Isso eu não sei. Porém, o que eu sei é que, mudando a nossa zona de conforto, têm que obrigatoriamente mudar também os nossos hábitos, rotinas e métodos de fazer as coisas. E se ontem eu dizia que as mudanças não me assustam, eu não vos disse tudo. As mudanças informáticas afligem-se e deixam-me insegura. Afinal, eu não sou expert nesta matéria e prefiro sempre deixar cada especialista com a sua área. Não me meto no trabalho dos outros, embora seja preciso o mínimo de competências e de conhecimentos para que não fiquemos por completo nas mãos dos outros.

Mas isto para vos dizer que talvez, nos primeiros tempos, ande aqui um pouco às aranhas, até porque do lado de cá - do BackOffice - tudo mudou e uma pessoa, já com uma idade, começa a ficar mais lenta para acompanhar estas mudanças. No entanto, agradeço aos verdadeiros experts que assumiram esta migração quase como se de um filho se tratasse e com a consciência de que tinham (e têm) toda a minha vida nas suas mãos. Dizem que o digital é o futuro e eu concordo, todavia é também algo, acima de tudo, virtual, é algo não palpável e só por isso eu tenho sempre os meus receios e as minhas cautelas. Mas, se tenho um Back-Up do blog... na verdade, não, não tenho - e também não sei se isso é possível.

Porém, as boas notícias é que, se me estão a ler neste momento, então, é porque está tudo bem e só vos peço compreensão nesta (ainda) fase de transição. Peço-vos ainda que vão partilhando comigo todas as eventuais anomalias que vão encontrando, porque várias pessoas observam melhor do que uma só. E, pronto, assim começa mais uma semana e, como podem ver, aos vossos olhos, as mudanças são praticamente imperceptíveis, para além de alguns (poucos) elementos gráficos. Por enquanto, estou contente com a imagem e, acreditem, que conceptualizar tudo isso dá muito trabalho e queima muitos neurónios. 

Quanto a outras novidades para esta semana, posso dizer-vos que hoje terminei um trabalho que andei a procrastinar – o qual vocês poderão ver em breve - e que, sem este peso em cima dos meus ombros, entramos num ritmo mais de férias. Esperam-se, finalmente, dias com mais tempo para os miúdos e para fazer programas com eles, enquanto aguardamos pelas férias propriamente ditas. E, para estes dias, não espero muito mais do que idas à praia, passeios e todos os programas que não exijam rigidez de horários. Quanto mais espaço para os miúdos e para eles se entreterem, maiores serão os momentos de descanso e de lazer para os pais. 

O blog não entra de férias, naturalmente, mas também, por aqui, as publicações irão entrar em modo "verano" com mais descontração e mais elementos visuais. Iremos explorar destinos novos para férias em família e eu, claro, irei falar sobre cada um deles. E, mais lá para o final, vou ter um ingresso na creche para preparar - já me tinha desabituado às logísticas dos "bebés" e da quantidade de coisas que é necessário levarem e também fazer um up grade às roupas das modalidades desportivas do Vicente, assim como passar a ronda pelo calçado, que é coisa para ficar pequena durante estes meses de verão. 

Prometi-vos, no Instastories, um post sobre os produtos de cosmética mais naturais que estou a usar e vou fazê-lo, mas irei também falar-vos de alguns dos meus receios relativamente à Laura e à sua entrada na creche. 

E para primeiro post por aqui, acho que não correu nada mal. Vão dizendo de vossa justiça, até porque voltei a ter uma caixa de comentários com notificações activa e, portanto, nenhum comentário irá ficar por ver ou responder. 

Peço-vos ainda mais uma coisinha. O Facebook e o Instagram andam constantemente a mudar as suas regras e, como tal, a vossa interacção é muito importante, sempre que considerem oportuno, para que os conteúdos ganhem visibilidade no vosso feed de notícias. Certifiquem-se também que continuam com as notificações activas, bem como, se continuam seguidores tanto na página do Facebook como do perfil de Instagram.

E, mais uma vez, obrigada por estarem desse lado!

Boa semana.

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